Hoje acordei com vontade de falar do óbvio.
Parece que a vida é uma eterna repetição, trabalhar pra se manter vivo. Limpar pra sujar, plantar e colher depois plantar novamente e tudo igual pra fazer... Viver a emoção das mesmas coisas...
Os dias sempre iguais: amanhecem, entardecem e anoitecem. As plantas nascem, crescem dão frutos e morrem e assim como elas somos nós, uma repetição da natureza, uma obediencia severa à uma natureza que, por sua vez, é implacável.
O provável, o possível, o certo me assusta, meu bem.
As vezes penso que nada fiz, que nada vivi e ao mesmo tempo acho que ja fiz tudo... Nasci cresci e reproduzi...
NÃO HÁ MAIS NADA A FAZER ... Se inventar algo pra fazer nada mais será que a repetição de um feito...
SINTO, DE VERDADE, A ANGUSTIA DE FAZER PARTE DUMA VIDA TÃO IGUAL.
Sei que ja vivi todas as expêriencias dessa vida e sei que nada fiz, VIVER UMA VIDA IGUAL É A PIOR DAS TRISTEZAS, mas estou aqui. Ainda estou aqui, vendo essa vida, assistindo a esse filme que ja vi passar. Dedilhando essa modinha que já ouvi tocar...Trinhando um caminho por onde ja passei...O que há de novo pra se viver, meu bem? O que de novo há?
Tomar um banho de chuva? Já tomei !!!
QUERO
Quero com todo meu querer
O maior de todos os medos
Uma gota de orvalho
Quero a bebida mais ardente,
A vaga idéia do incerto...
a semente que não vai nascer
A incerteza de todas dúvidas
A brisa mais envolvente
Quero o amor mais impossível
o improvável presente
A apalavra mais banal
num coro mais eloquente:
Tomar num cálice de vidro
O VENENO DA SERPENTE.
Mariza Lima
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
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2 comentários:
interessante.....
rsrsrs obrigada Elias, tentei postar um comentário no seu blog e da Giseli e não consegui.
Mas vou tentando.
Abraço
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